Fernanda Ribeiro, Advogado

Fernanda Ribeiro

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Fernanda Ribeiro, Advogado
Fernanda Ribeiro
Comentário · há 8 anos
Sou mulher e minha opinião é que, realmente, tenho direito sobre meu corpo, mas esse direito termina no momento em que eu firo o direito de outrem.
Tenho total direito de optar em querer ou não engravidar, isso é escolha minha, mas, a partir do momento que engravido, surge o direito de um novo ser ao bem maior: à VIDA.
Uma mulher se achar no direito de impedir o desenvolvimento de uma vida sob a alegação de que o corpo é dela, isso é tão egoísta e irresponsável que se torna inacreditável.
O direito da mulher sobre seu corpo não é maior que o direito do feto à vida, pelo contrário, a vida, ainda mais de um ser indefeso, deve ser protegida sempre.
Toda essa discussão tem como origem o egoísmo e o orgulho que o ser humano está colocando em tudo, por isso que as coisas estão como estão.
Desculpe-me quem pensa diferente, mas querer legalizar o aborto sob a desculpa de baixa instrução, de baixa condição social, de redução de morte de mulheres por abortos clandestinos, de redução de custo do SUS, de que feto não pode ser considerado um ser vivo..., é estarrecedor!
Estamos em uma época que até as crianças de 9 anos já sabem o que é relação sexual, que pode engravidar, adquirir doenças, conhecem camisinha, etc.
Quem se acha maduro o bastante para manter relação sexual também deve se considerar maduro para se proteger de gravidez indesejada e de DSTs. Quem não quer engravidar previna-se e assuma as consequências dos seus atos, pois isso sim é maturidade. Não tem condição de criar uma criança previna-se e assuma as consequências dos seus atos, pois existem famílias imensas e felizes vivendo com muito pouco, isso não é desculpa. Querem reduzir o número de mortes de mulheres e os gastos do SUS com abortos clandestinos invistam em conscientização social, em valorização da vida, do vínculo familiar, no desenvolvimento de sentimentos como fraternidade e humildade, enfim, ajudem a resolver o problema não da forma aparentemente mais fácil, mas sim da forma correta.
A humanidade está perdendo a capacidade a capacidade de ser humano, de valorizar o que realmente é importante, sob fundamentos absolutamente egoísta e isso está acarretando o caos individual e social.
Cada um só pensa em si mesmo e só se importa com seus próprios direitos, sem perceber, diante da ignorância, que vivemos em sociedade e que respeitar o direito do outro é ver o próprio direito respeitado.
A sociedade está tão desvirtuada que até os Poderes estão bagunçados e sem limite. Todos sabem que não cabe ao STF legalizar o aborto, mas sim ao legislativo, pois ao judiciário cabe julgar e não legislar.
Precisamos dar um basta nessa desordem social em que nos encontramos, precisamos resgatar valores reais e nos despir das fantasias e ilusões.
O amor à própria vida e à vida do outro é o único caminho seguro para o restabelecimento e amadurecimento da paz social e isso implica em respeitarmos uns aos outros como queremos ser respeitados, colocando-nos no lugar do outro antes de bater no peito e defender ilusões pessoais.
Até quando a humanidade precisará sofrer para entender que a felicidade que tanto almeja está em amar e ser amado, respeitar e ser respeitado?
Nunca estivemos em uma baderna social tão intensa e o fundo do poço ainda está longe, muitos sofrimentos ainda estarão por vir se não retomarmos a rédia da ética pessoal e social.
Pensemos nisso, busquemos ver os sentimentos que realmente embasam as nossas opiniões, a fim de conhecer o quanto éticos e humanos somos e, caso se coloque no lugar do outro e se sinta feliz e respeitado, continue defendendo sua opinião, pois ela será digna de ser defendida.
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Fernanda Ribeiro, Advogado
Fernanda Ribeiro
Comentário · há 8 anos
Li o artigo e os comentários e minha conclusão foi de profunda tristeza.
Não sou contra nem a favor de qualquer partido, mas luto diariamente contra a corrupção, não a nível político somente, mas nas pequenas atitudes diárias.
Minha tristeza se deve ao fato de que muitos estão se esquecendo de que somos todos brasileiros e não desse ou daquele partido político, devendo lutar por um país melhor para todos.
Entendo as opiniões opostas, mas não a agressividade de palavras e atos. Que cada um defenda a sua ideologia, mas não se esqueça do respeito à divergência de opinião. Que todos comentem sobre fatos, mas sem fechar os olhos para as verdades escancaradas. Que cada um lute pelo que acredita sem se esquecer que existem outros direitos, sejam individuais e/ou coletivos.
Quem acredita na inocência do Lula, que a defenda, mas não se esqueça dos outros inocentes anônimos que também estão buscando a liberdade. Já aqueles que acreditam na culpabilidade do Lula, que não deixem de lutar para que outros culpados também sejam punidos. Afinal, se a luta é pela democracia, como os dois lados afirmam ser, não podemos buscar apenas a liberdade ou a condenação para um.
Não sejamos cegos guiando cegos, mas sim a luz do mundo, respeitando para ser respeitado, agindo positivamente na vida do outro, deixando seu melhor em cada relacionamento, até mesmo nas "discussões".
Ninguém deve tentar convencer o outro sobre as próprias verdades, pois, constantemente, o tempo se encarrega de derrubar nossas mentiras disfarçadas de falsas verdades, nos fazendo um pouco mais sábios ou um pouco menos ignorantes.
Que todos se dediquem à construção de um mundo melhor não somente para um partido, por ideologia ou interesse, pois somos brasileiros, somos seres humanos acima de tudo.
Para aqueles que acham que não estou falando de direito, de política, peço desculpas e concordo parcialmente, pois estou falando de algo muito maior, estou falando de vida.
Que os culpados arquem com as consequências dos seus atos, que os inocentes sejam inocentados, mas, acima de tudo, que trabalhemos, diariamente, para não nos tornarmos os culpados de amanhã, pois teremos, igualmente, que assumir nossas responsabilidades e pagar pelo mal feito.
Pensemos nisso, a vida não se resume em ser ou não a favor da prisão do Lula, mas em deixar o nosso melhor para aqueles que chegam depois de nós.
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